Publicado em: 06/10/10

Tenho percebido principalmente nos últimos anos, mais do que uma preocupação, uma enorme angústia das pessoas com suas carreiras. Como precisam de referências, acabam se comparando o tempo todo: com os colegas da empresa, com os chefes, ex-colegas de faculdade e, principalmente, com exemplos de sucesso que todos os meses aparecem nas revistas, televisão, jornais, livros etc.

E as pessoas se perguntam: por que fulano com idade e formação semelhantes as minhas está tão melhor posicionado? O que tenho feito de errado?

Penso que o maior problema é que muitas vezes comparamos ‘abacaxi com melancia’. Comparar-nos a pessoas com personalidades completamente diferentes das nossas e querer obter resultados iguais aos deles não tem o menor sentido.

A Neurociência (o estudo do funcionamento do cérebro) não responde tudo, mas dá boas indicações de como gerir melhor a carreira.

O segredo para compreender melhor o cérebro está nas sinapses. Uma sinapse é a conexão entre duas células do cérebro (neurônios).

De zero aos três anos, seu cérebro forma cerca de 1 a 1,5 quatrilhões de sinapses. A partir daí, começa um processo de eliminação. As ligações que forem reforçadas (principalmente pelos estímulos ambientais) serão mantidas e mais da metade enfraquecerá e morrerá. Para fins mais práticos, a configuração de sua rede mental não se altera muito após a faixa dos 15 anos.

Sua inteligência e sua eficiência dependem de seu sucesso em tirar proveito das conexões mais fortes. As conexões da introversão, habilidade musical, detalhismo, a facilidade de aprender idiomas, liderança etc., podem ser reforçadas enquanto outras várias como, por exemplo, a sociabilidade serão apagadas.

Racionalmente, você sabe que a sociabilidade é importante, mas na prática por mais que se esforce não consegue ser sociável. Isto já aconteceu com você?

Acontece com muita gente! Mesmo sabendo que alguns comportamentos são desejáveis, você não consegue ‘aprendê-los’.

Simplesmente não dá. Por exemplo: Você se esforça em aprender inglês ou a fazer discursos ou ainda a dar ordens com segurança, mas o resultado é pífio. Em compensação consegue organizar um fluxo de caixa em horas, quando a maioria das pessoas com a mesma formação demoraria dias ou semanas.

Isto não tem nada de fatalismo! É ciência. A genética e o ambiente geram um indivíduo talentoso à sua maneira, pela capacidade de reagir ao mundo do seu jeito único. Nem gêmeos idênticos têm personalidades iguais.

Como profissional responsável tanto por seu desempenho quanto por dirigir sua própria carreira, é dramaticamente importante que você adquira consciência dos pontos mais fortes de sua personalidade.

Não é bom negócio ficar anos correndo atrás de algo que você sabe que não leva jeito. Se você é tímido, não lute contra isso. Apenas administre. Provavelmente você tem como pontos fortes a capacidade de concentração. A sua praia não é lidar com público, mas com detalhes que envolvam planejamento e análise.

O contrário também é verdadeiro: se você é extrovertido e gosta de gente, trabalhar fechado num escritório é uma tortura. Mude de função ou de emprego.

Ser exigente, teimoso, perfeccionista, mandão, falante, intrometido ou qualquer comportamento que, socialmente é visto como inadequado, pode se tornar um ponto forte se você trabalha na função certa, ou seja, onde estes comportamentos além de não atrapalharem, geram soluções.

Seus talentos têm relação direta com suas sinapses mais vigorosas. Identifique-os, apure-os com técnicas e conhecimento e você estará no caminho certo para ter uma vida realmente produtiva.

O que achou deste primeiro artigo? Fique a vontade para enviar comentários…

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2 respostas
  1. Daniela
    Daniela says:

    Gostei muito desse artigo, pois esse realmente é o mundo profissional q estamos inseridos. E vale levantar a questão q algumas vezes a confusão vem do gestor, q pela sua opinião espera q a pessoa da sua equipe tenha o mesmo comportamento e atitudes q ele, abrindo espaço para um mau aproveitamento do talento e, por consequência a frustração e o trabalho mecânico.

    Responder

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