Ficar sem trabalho é um momento quase sempre muito incômodo para todos nós.  Este período estacionado na carreira é um grande temor para a maioria dos  profissionais, e com razão – segundo uma pesquisa realizada pelas Universidades  da Califórnia e de Nova Iorque, os recrutadores fazem associações negativas com  candidatos desempregados, preferindo os que estão trabalhando.

O cenário no Brasil é favorável: de acordo com o Índice  Catho-Fipe, a Taxa de Desemprego de abril de 2013 foi de 5,5%, a menor  para o mês desde o início da série histórica. Por outro lado, o Índice  Catho-Fipe de Vagas por Candidato (IVC) mostrou uma relação de 0,90 vagas por  candidato em abril. Isso significa que para cada dez novos candidatos houve nove  novas vagas anunciadas.

Com a queda da taxa de desemprego, para quem é qualificado no mercado a  chance de ficar sem trabalho durante muito tempo é baixa. Desempregado, é  essencial que o indivíduo invista em educação (cursos online gratuitos é uma boa  opção), elaborando um currículo cada vez mais atraente para divulgação.

“Uma dica básica para quem está sem trabalho é que se mantenha em atividade,  seja com trabalhos freelancer, realizando cursos a distância ou  executando trabalhos voluntários, onde o profissional pode executar atividades  que acrescentem às suas competências”, recomenda Eduardo Ferraz,  consultor em gestão de pessoas.

Internet como aliada

Utilizar a internet quando se está desempregado é o mesmo caso de trabalhar  em casa, o chamado home office. A disciplina e o foco são questões  fundamentais, e aconselha-se criar uma rotina e reservar um período fixo para a  busca de uma nova oportunidade na web. Opções hoje não faltam, como os sites de  recrutamento como a Catho, área Trabalhe Conosco dos sites das empresas, além de  utilizar as mídias sociais como maneira de estreitar a rede de contatos.

De acordo com Ferraz, com a dinâmica atual do mercado, entrar por uma fase de  transição na carreira pode ser considerado normal. “Nestes momentos, não há  porque se desesperar ou entrar em alguma onda de depressão. O  networking nesta situação é muito importante, principalmente com os  colegas mais próximos e que saibam da situação real que o profissional está  passando”, explica.

É importante contatar ex-colegas de trabalho, informando que está a procura  de um novo emprego e pedindo indicações. Além disso, é interessante participar  de feiras e eventos voltados para a área de atuação do profissional. Tais  eventos são excelentes oportunidades para conhecer outros profissionais e pegar  seus contatos, aumentando as chances de ser indicado para uma vaga de  emprego.

Acomodar, jamais. A pior atitude do profissional durante o desemprego é  relaxar e esperar que as empresas o procurem, sem manter uma postura ativa na  busca pelo emprego. Este é o momento em que o profissional deve se dedicar ao  máximo, investindo ao menos 4 horas de seu dia em sua recolocação. Desta forma,  seu tempo de desemprego será bem menor em relação à concorrência.

http://www.catho.com.br/carreira-sucesso/noticias/estou-desempregado-e-agora

Outro dia um amigo me pediu um conselho sobre o que deveria fazer para mudar os rumos de sua vida profissional. Há 10 anos trabalhando em uma mesma empresa, ele contou que já viu pessoas serem demitidas, promovidas, ganharem aumento e mudarem de função. Também teve vários chefes, só não viu nada acontecer com sua carreira.

 

Fui muito sincero com ele, e disse que nada acontece por acaso. Se uma pessoa está há 10 anos em uma empresa sem receber promoção, um aumento de salário ou sem receber convites para mudar de área, algo está errado.

 

Existem basicamente dois tipos de feedbacks, o positivo e negativo. Os negativos são críticas que o funcionário recebe por ter feito algo errado ou, em casos extremos, a demissão. Os positivos acontecem quando o profissional se destaca em algo e é elogiado, promovido, recebe aumento de salário ou é convidado a mudar para uma função mais desafiadora, em outro departamento, por exemplo.

 

Os feedbacks positivos e negativos são muito importantes para o crescimento profissional, já que, por meio deles, a pessoa tem uma medida de como proceder. Não receber feedbacks, para ser sincero, é muito mais grave que ser criticiado! Quando o indivíduo tem ambição, ficar muito tempo no mesmo cargo, sem saber o porquê, é muito ruim. A pessoa acaba se tornando invisível aos colegas e principalmente aos chefes.

 

O que sugiro para este amigo e para qualquer um que se encontre na mesma situação é que perguntem diretamente ao chefe imediato o que está acontecendo. “Como está meu trabalho?” “O que eu poderia fazer para melhorar?” “Em que áreas poderia me aprofundar?” Por que nunca recebo aumentos?”.

 

Se, mesmo procedendo assim e se dedicando ao máximo, perceber que você não é reconhecido e não há mais clima nem motivação, pense seriamente em mudar de empresa, já que em outros ambientes você terá novas oportunidades de se destacar.

 

Finalmente, penso que as pessoas não podem e não devem ficar tão passivas com relação à própria carreira. Se perceber que está estagnado, reaja e, se for necessário, mude para ter novos horizontes e novas perspectivas. Nunca é tarde!

 

(Eduardo Ferraz, consultor em Gestão de Pessoas há 21 anos e especialista em treinamentos usando como base a Neurociência comportamental. Acumula mais de 30.000 horas de experiência prática em empresas de vários segmentos. É pós-graduado em Direção de Empresas pelo ISAD PUC-PR e especializado em Coordenação e Dinâmica de Grupos pela SBDG. Autor do livro “Vencer é ser você”, da Editora Gente).

http://arquivo.dm.com.br/texto/gz/114860

O professor de administração em Harvard, Boris Groysberg, lançou recentemente o livro “Perseguindo estrelas” que trata da busca pelos chamados profissionais estrela – aqueles muito acima da média – fator fundamental para o aumento de produtividade das empresas. Ele ressalta que é comum procurar e fazer propostas a estes profissionais esperando que eles façam o mesmo excelente trabalho ao mudarem de empresa. No entanto, às vezes a mudança dá errado, e aquele que era considerado estrela acaba virando um cometa, pois não consegue brilhar por muito tempo, como ocorria no emprego anterior.

Fazendo uma rápida análise, isso acontece porque as culturas, valores e modo de atuação das empresas podem ser muito diferentes e quem é muito bom em uma determinada companhia pode ser um grande fracasso em outra, por tentar seguir o modelo anterior, que na prática muitas vezes servia para aquela empresa onde ele trabalhava e não na nova.É muito mais provável ter um alto índice de acerto, se a pessoa promovida for formada por anos, dentro de uma mesma cultura corporativa. Por isso, o melhor investimento de médio/longo prazo é preparar talentos, dentro da própria empresa.
Se, entretanto, sua necessidade é urgente e a decisão é a de contratar profissionais vindos de fora, seguem as seguintes sugestões para a seleção e o processo de adaptação de um novo contratado:
Invista tempo para conhecer a personalidade dos candidatos – Todo mundo deixa um rastro durante a vida e este histórico indica tendências futuras. Tudo o que uma pessoa conseguiu até agora e tudo o que espera conseguir é muito influenciado por sua personalidade. Portanto, é importante conhecer a personalidade dos candidatos a trabalhar em sua empresa.
Verifique se a personalidade do candidato é compatível com os valores da empresa – Apesar de a personalidade adquirir alguma maleabilidade com o passar dos anos, a estrutura (a base) continua sendo a mesma durante toda a vida. Por exemplo: se o candidato gosta de trabalhar sozinho e sua empresa valoriza o trabalho em grupo, não insista! O estilo dele continuará sendo o mesmo e a chance de conflitos será grande.
Identifique os pontos fortes. A inteligência e a eficiência de uma pessoa dependem de seu sucesso em tirar proveito de suas conexões mentais mais fortes. Analise quais são os maiores talentos do candidato e se estes talentos podem ser totalmente utilizados em sua empresa.
Posicione a pessoa onde ela rende mais. A genética e o ambiente geram um indivíduo talentoso à sua maneira, pela capacidade de reagir ao mundo de um jeito único. Depois da contratação, procure posicionar o novo colaborador onde ele possa usar seus talentos na maior parte do tempo. O perfeccionista gosta de organizar, o extrovertido de se relacionar, o dominante de comandar, o impaciente de acelerar.
Promova treinamentos consistentemente. Pessoas talentosas precisam de bons treinamentos para aprimorar mais rapidamente seus pontos fortes. Isso fará com que o novo colaborador entenda mais rapidamente os processos mais importantes da empresa
Ajude o novo colaborador a se ambientar politicamente. Os colaboradores mais antigos podem ficar um pouco enciumados com a vinda da alguém de fora. É fundamental que o gestor ajude a “quebrar o gelo” nos primeiros três meses, que costuma ser o período crítico de adaptação.
Estas seis ações darão a qualquer gestor, condições práticas de ajudar com que a estrela continue brilhando no novo emprego.
Eduardo Ferraz é consultor em Gestão de Pessoas há 21 anos e especialista em treinamentos usando como base a Neurociência comportamental. Acumula mais de 30.000 horas de experiência prática em empresas de vários segmentos.  É pós-graduado em Direção de Empresas e autor do livro “Vencer é ser você”, pela Editora Gente.

Especialista Eduardo Ferraz escreve sobre clichês que devem ser evitados por pequenos empresários

Quais são os clichês de um chefe?
Respondido por Eduardo Ferraz, especialista em gestão de pessoas

Atitudes e comportamentos inadequados, infelizmente, são muito comuns no mundo corporativo e ficam ainda piores quando cometidos por pequenos empresários. Alguns desses deslizes, dependendo da gravidade, podem destruir a reputação da pessoa e também da própria empresa. Veja cinco atitudes comuns que pegam muito mal e que devem ser evitadas:

1- Ser incoerente
Poucos comportamentos são tão desmoralizantes para qualquer líder como exigir uma determinada conduta e fazer o contrário. No mínimo, vira motivo de chacota por parte dos subordinados e, na pior das hipóteses, destrói sua autoridade. Procure manter a coerência entre seu discurso e sua prática diária.

2- Bancar o perfeito
Todo mundo possui falhas e apresenta dificuldades em realizar algumas tarefas. Não admitir ou aceitar seus erros demonstra arrogância e pode significar medo de se enxergar como realmente é. As pessoas aceitam, compreendem e admiram o líder que aceita o fato de que há pessoas mais competentes que ele em determinadas áreas.

3- Omitir informações
Liderar significa resolver problemas, mediar conflitos e tomar decisões que, muitas vezes, desagradam. Se tiver que tomar uma decisão difícil, ouça as partes, analise com frieza e decida da maneira mais justa possível.

4-  Agir com grosseria
Muitos gestores confundem firmeza com estupidez. Levantar a voz, ameaçar aleatoriamente, usar palavrões ou abusar do poder para conseguir a obediência das pessoas é uma maneira de perder respeito e o comprometimento de seus subordinados.

5- Ser egocêntrico
Assumir todas as glórias, ressaltar com muita frequência os próprios feitos e exagerar na autoconfiança causam péssima impressão, mesmo que seja verdade. As pessoas tendem a desconfiar de quem precisa, exageradamente, de aplausos. Elogios ficam muito melhores vindos da boca de outras pessoas.

Se você tem algumas dessas atitudes, procure prestar atenção no quanto elas são prejudiciais para seu negócio e, se não puder eliminá-las, diminua a intensidade com que elas aparecem. Seus consumidores, fornecedores e principalmente seus subordinados perceberão seu esforço e retribuirão com melhor desempenho.

http://exame.abril.com.br/pme/dicas-de-especialista/noticias/5-atitudes-que-pegam-mal-para-os-chefes

Especialista Eduardo Ferraz lista recomendações para que uma crítica seja bem feita

Como levar críticas para um funcionário?
Respondido por Eduardo Ferraz, especialista em gestão de pessoas

Uma das habilidades mais difíceis para qualquer ser humano é criticar outra pessoa sem magoá-la ou deixá-la com raiva. Quando o crítico é o proprietário de uma pequena empresa, é ainda mais delicado, pois a convivência é diária e não existem níveis hierárquicos que filtrem as relações entre as partes. Se o líder é muito duro, pode ofender. Se é muito complacente, não consegue corrigir maus resultados. Para que a mensagem seja bem entendida e assimilada seguem seis dicas:

1- Filtre as informações
Procure analisar os fatos antes de tomar qualquer atitude. Tenha certeza de que a crítica é justa e descubra com que frequência a pessoa comete os mesmos deslizes. Isso lhe dará muito mais segurança para ser objetivo em suas colocações.

2- Acerte na intensidade 
Falhas pequenas e esporádicas deveriam ser relevadas. Erros graves ou frequentes não poderiam ser tolerados. Promova as consequências proporcionais ao mau comportamento e variando desde uma simples advertência até a demissão por justa causa.

3- Critique o comportamento, não o indivíduo
Dizer que a pessoa teve um mau desempenho em uma tarefa específica é muito mais produtivo do que chamá-la de incompetente ou desqualificada. No primeiro caso, você enseja oportunidade de melhoria, no segundo, você dá a entender que a pessoa é um caso perdido e, se for isso mesmo, demita mas não a ofenda.

4- Controle suas emoções
Não eleve o tom de voz, não seja agressivo ou ameaçador, pois, se isso ocorrer, a pessoa ficará muito resistente e, ao mesmo tempo, ofendida. Também não tenha pena ou seja condescendente. Se a crítica é justa, deve ser feita de maneira equilibrada e segura.

5- Seja direto
Brasileiros tendem a ser culturalmente muito indiretos ao fazer críticas. Se isso acontecer, a pessoa poderá não entender onde você quer chegar e achar, inclusive, que você está falando sobre terceiros. Seja breve, direto e exemplifique com fatos suas observações.

6- Mostre boa vontade
Logo após criticar, explique que não há nenhum problema pessoal e coloque-se à disposição para ajudar o indivíduo a melhorar o desempenho ou o comportamento, deixando claro que você torce por ele.

Nunca é agradável criticar, mas se você seguir estas regras básicas, além de não ofender, provavelmente será respeitado por sua assertividade e dará oportunidades reais de melhorias à pessoa criticada.

http://exame.abril.com.br/pme/dicas-de-especialista/noticias/como-criticar-funcionarios-sem-ofender

Os colaboradores são parte fundamental de uma empresa. Funcionários eficientes produzem mais e, consequentemente, geram mais receita. Colaboradores treinados atendem bem e fidelizam os clientes.

Mas nem sempre é fácil encontrar os profissionais ideais. Falta de qualificação e comprometimento são alguns dos problemas que podem prejudicar as empresas.

A formação de um bom time começa antes mesmo da contratação. “Primeiramente, o empresário deve avaliar que tipo de funcionário ele quer para sua empresa. Não adianta contratar uma pessoa com um perfil empreendedor, se o empresário ou gestor é centralizador”, exemplifica Bibiana Carneiro, diretora da BCME Consulting, consultoria especializada em planejamento estratégico para pequenas e médias empresas.

O dono da empresa precisa, antes de mais nada, fazer uma auto-avaliação e descobrir o perfil de colaborador que poderá complementar o dele.

Depois, é preciso estipular as características e os conhecimentos necessários para esse colaborador. Um bom atendente, por exemplo, deve gostar de trabalhar com público. Já na produção são necessárias pessoas habilidosas e com facilidade para lidar com rotinas e repetições.

‘Qualidade tem custo’

Definido o perfil do funcionário, é preciso determinar quanto a empresa está disposta a investir nele. O empresário precisa estar ciente de que fazer economia nesse momento pode resultar em prejuízo lá na frente. Contratar um funcionário pouco qualificado para uma função estratégica é um erro.

“Um exemplo são as pessoas contratadas para atendimento ao cliente. Como o empresário vai exigir um atendimento de qualidade de um funcionário sem uma formação específica para isso? Qualidade tem seu custo. Encontrar e manter um funcionário qualificado custa mais que um salário mínimo”, diz Bibiana.

Definida a questão financeira, é hora de divulgar a vaga e fazer uma triagem dos currículos recebidos a partir das características pré-determinadas. Uma entrevista servirá para identificar o potencial do candidato.

Depois da contratação, o treinamento

O processo, porém, não termina com a contratação. Um bom treinamento é fundamental.

O passo seguinte será criar comprometimento e motivação. Funcionários engajados geram mais resultados e evitam que a empresa tenha de lidar com o problema da rotatividade, que gera custos.

“Muitas PMEs nem tentam reter funcionários porque acham que estão em desvantagem com relação às grandes. Mas, nas pequenas e médias empresas, os funcionários têm acesso direto aos donos e acabam sendo multitarefas, o que permite mais aprendizado”, diz Eduardo Ferraz, consultor de gestão de pessoas.

Aproximar-se do funcionário e oferecer benefícios que grandes empresas geralmente não podem oferecer, como horário diferenciado de trabalho e oportunidade de trafegar por diferentes funções, podem ser a saída para tornar os colaboradores fiéis.

6 dicas para escolher e manter bons funcionários

– É imprescindível escolher bem os funcionários e treiná-los. Um bom atendente, por exemplo, deve gostar de trabalhar com público.

– É necessário esclarecer qual é a missão e o objetivo da empresa para a equipe, e também definir as funções complementares de cada colaborador.

– Deve-se criar um regulamento interno, uma cartilha com regras de convivência, direitos e deveres de cada funcionário. A partir daí, é possível monitorá-los e coordená-los.

– É importante investir no treinamento e na manutenção de funcionários motivados. A redução da rotatividade de funcionários reduz os custos com pessoal.

– É fundamental envolver todos que trabalham na empresa em todas as etapas de planejamento, incluindo a elaboração da missão, visão e estabelecimento das metas.

– O colaborador deve estar sempre atualizado sobre os produtos que a empresa oferece e seu uso adequado, para que possa informar corretamente ao cliente e tire dúvidas.

Fonte: Sebrae Nacional

O programa com casos de sucesso e avaliações de consultores mostra a diferença de ter-se um time de colaboradores fiel e bem treinado. O vídeo oferece dicas valiosas para o sucesso do empreendimento.

http://www.sociedadedenegocios.com.br/RelacionamentoPJ/home/abrirumnegocio/bons-colaboradores-aumentam-receita-e-fidelizam-clientes

Um dos erros mais comuns das pessoas é passar mais tempo investindo em seus pontos fracos – e não em melhorar o que já sabem fazer bem. Este é o recado do Eduardo Ferraz, consultor há mais de 20 anos e autor de Vencer é Ser Você (editora Gente). O tema será abordado em seu novo livro, ainda sem título, com lançamento previsto para julho deste ano. “Todos nós temos, no máximo, três aspectos positivos fortes, assim como negativos”, diz ele. “O que temos que fazer é identificar esses pontos para neutralizar os ruins e potencializar os bons”, afirma.

Segundo ele, ninguém precisa ser excelente em tudo – tentar isso é literalmente perda de tempo que você poderia estar investindo na carreira. Se gastar tempo demais tentando transformar um defeito em uma qualidade de destaque, pode ser que nunca consiga. É muito mais provável que consiga ficar ótimo em algo que já é bom. Qual dos dois investimentos tem mais potencial de lhe render reconhecimento, promoção ou virada na carreira?

Ferraz desenvolveu um guia prático para que você identifique agora mesmo seus pontos fortes, seus pontos fracos e organize seu tempo e escolhas para se tornar um profissional bem-sucedido.

1. Identifique seus pontos fortes

O primeiro passo é saber o que você faz bem. Este será sua moeda mais valiosa, o que tem a oferecer. Dê uma olhada na lista elaborada pelo consultor, com base nos principais pontos fortes com os quais se deparou em duas décadas de trabalho. “Dê-se notas para cada atributo”, diz ele. “Notas altas serão um diferencial importante para ajudá-lo a se posicionar melhor. Uma nota muito baixa pode ser um limitante a ser ajustado. Qualquer uma dessas atitudes pode ter sua intensidade aumentada se você se esforçar para melhorá-las”. É só escolher o foco e atacar.

Disposição: é a capacidade de estar sempre alerta, disposto e disponível para as mais diferentes tarefas, sem ninguém mandar.

Pontualidade: esta característica é um sinal de respeito, comprometimento com os demais e é cada vez mais valorizada.

“Estudabilidade”: criada pelo consultor, esta palavra define a determinação em aprender, estudar, pesquisar, procurar alternativas e soluções para os problemas e desafios.

Proatividade: um dos significados do prefixo “pro” significa antecipação. A pessoa proativa está sempre se antecipando aos acontecimentos, fazendo planos de como agir no futuro baseado numa análise racional do presente.

Resiliência: é a habilidade de o indivíduo superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas sem entrar em desespero.

Profissionalismo: é a determinação do indivíduo de cumprir seu trabalho de forma correta e bem planejada.

Coragem: é a capacidade de enfrentar desafios com confiança e destemor ou se expor em situações de crise ou dificuldade com confiança e firmeza, mesmo correndo riscos que a maioria não correria.

Temperança: significa equilibrar-se, colocar-se sob limites e procurar assegurar o domínio da vontade sobre os instintos.

Altruísmo: é a atitude de abdicar de interesses pessoais em benefício de outra pessoa ou do interesse coletivo.

Empatia: é a habilidade de se colocar no lugar das pessoas, para compreender de que forma elas tomam suas decisões.

2. Identifique seus pontos fracos

Existem dezenas de pontos que podem limitar ou atrapalhar sua vida profissional. A seguir, a lista organizada por Ferraz. “Segundo minha observação, esses pontos são de grande relevância no fracasso profissional de muita gente, independentemente da área em que atue”.

Apatia: se você se sente desanimado com muita frequência, isso pode ser indicativo de cansaço físico, mental, falta de perspectiva ou de aptidão em sua profissão.

Procrastinação: quem demora a fazer suas tarefas ou se atrasa com frequência não é levado a sério.

Aversão aos estudos: o desinteresse pelos estudos pode demonstrar falta de ambição e causar grande prejuízo para sua carreira.

Resistência: a pessoa resistente acha que está sempre certa e, portanto, reage contra qualquer mudança.

Pessimismo: não confunda realismo com catastrofismo. Sempre é possível amenizar este comportamento procurando o lado prático das coisas.

Descompromisso: poucas atitudes são tão destrutivas como a falta de comprometimento, pois a pessoa vai se acostumando a se tornar invisível ou desnecessária no ambiente de trabalho até ser demitida.

Insegurança: se você apresenta resultados ruins, pense em mudar sua rotina e ousar um pouco mais, pois a insegurança paralisa.

Instabilidade emocional: se você sempre foi emocionalmente instável, se esforce para diminuir essa variação de humor.

Egoísmo: dividir um pouco mais suas conquistas e compartilhar seus interesses pode alavancar sua carreira de uma forma surpreendente.

Antipatia: ser muito frio ou grosseiro pode ser interpretado como falta de educação e restringir muitas oportunidades profissionais.

3. Passe mais tempo com seus pontos fortes

Agora que já sabe no que é bom ou ruim, organize sua vida – e sua agenda diária – para a seguinte medida: em 80% do tempo, dedique-se a atividades que vão aperfeiçoar ainda mais o que você já faz bem. E, em 20%, invista em consertar seus pontos fracos. Em geral, as pessoas insistem em fazer o contrário.

4. Agora sim, invista em técnica

Só quando já amenizou seus pontos fracos e potencializou seus pontos fortes, é que deve se preocupar em buscar novas ferramentas técnicas, segundo Ferraz. Escolha um curso de pós-graduação, uma segunda faculdade, um idioma para aprender. O critério é que seja algo que você goste de fazer – e não o que em falta no mercado ou que dizem que rende mais dinheiro. De novo, você tende a ter destaque naquilo que faz bem.

5. Saiba esperar o momento da virada

Se estiver em um trabalho que não gosta enquanto desenvolve esse processo por conta própria, segure a onda. Afinal, você precisa pagar as contas. O importante é saber que tem um plano e já está agindo.

Na empresa e setor em que estiver, tente se aproximar de suas habilidades na medida do possível. Isso ajudará a cumprir sua equação 80-20%. “Se você odeia lidar com gente e está numa área de vendas, pode conversar com seu gestor para mudar para outra área”, diz Ferraz.

http://epocanegocios.globo.com/Inspiracao/Carreira/noticia/2013/04/descubra-aqui-no-que-voce-e-bom-e-invista-niss.html